
Não tome meus olhos O medo. Dilate-os a esperança, A sutileza da descoberta. Se colírio fores, Ao meu coração esteja aberto. Se grãos de poeira ferina, Reconheça-os sem alongar o tempo, E renegue-o, com um sopro para longe. Mas ainda, Se brilho avistar No sóbrio tom das íris Insistes... Faz-se enxergar por todo o meu corpo E serás visão por toda a vida, Reflexo em cada instante. PatitaM - Postado por: PatitaM às 20h06 [ ]
Ela quando já se tinha toda, pedia mais... Exigia, buscava dentro de uma insatisfação louca a impermeabilidade do sorriso, algo que não se afogasse dentro das corredeiras de lágrimas, que vinham do céu dos seus olhos azuis, os mesmos que já foram verdes, escondendo o tom sóbrio das jabuticabas. Estava sempre perdida no mesmo andar, batendo-se nos móveis conhecidos, manchados pelo odor da normalidade, da mesmice solitária e barulhenta. Era do canto a mais conhecida sombra, até repudiar os ponteiros firmes e pontuais do relógio e se tomar em outra, por nome ansiedade. E viver dos ecos das suas vontades...
PMarques 23.09.05
( Devaneio tirado do Suspiro Agridoce (http://suspiroagridoce.zip.net), outro blog que criei e antes de saber o que tava fazendo lá, esqueci a senha!)
Porque a VIDA é um SUSPIRO, quando LEVE ou quando PIRO, quando SAL ou quando MEL... PMarques - 09.09.05 - Postado por: PatitaM às 15h54 [ ] |